UNIFEB sedia Curso de Mediação Judicial
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UNIFEB sedia Curso de Mediação Judicial

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O Centro Universitário da Fundação Educacional de Barretos (UNIFEB) sediou o Curso de Mediação Judicial, entre os dias 22 e 26 de julho. A ação é uma parceria entre a instituição, Ministério da Justiça e Conselho Nacional de Justiça.
Com duração de 40 horas e a participação de cerca de 20 alunos, o curso foi ministrado pelos instrutores Edméia Corrêa Netto, Juliana Maria Polloni de Barros e Guilherme Bertipaglia Leite da Silva, professores capacitados pelo Conselho Nacional de Justiça, que desenvolvem trabalhos do tipo em âmbito nacional.

 
Segundo Edméia Corrêa Netto, que também é docente do UNIFEB, o curso é um aperfeiçoamento para pessoas que já atuam na área e busca promover a cultura da paz, por meio de acordos feitos entre pessoas com relações duradouras em casos de conflito. “Quando existe alguma questão pendente entre familiares, sócios e estudantes, por exemplo, é papel do mediador participar da discussão sempre em busca de um acordo para que assim, eles não precisem chegar até a questão processual de fato”, afirmou.

 
O curso foi ministrado de forma gratuita e apresentou técnicas e princípios éticos como a imparcialidade, neutralidade, confidencialidade e a autonomia dos participantes dos casos. De acordo com Edméia, a união destes aspectos permite que o trabalho seja desenvolvido para promover a pacificação de relações, contribuindo para a construção de uma sociedade justa e igualitária.

 
De acordo com Guilherme Bertipaglia Leite da Silva, em alguns estados, o curso sediado no UNIFEB é utilizado para a formação de profissionais de mediação. “Cada estado tem a sua conduta, o Tribunal de Justiça de São Paulo trata o curso como aperfeiçoamento, porém em outros lugares do Brasil, a ação é considerada também uma formação de mediadores”, disse.

Sobre mediação

A política que contempla a mediação foi instituída por meio de uma resolução do Conselho Nacional de Justiça em 29 de novembro de 2010. O objetivo é oferecer diferentes formas de tratamento efetivo de conflitos, além da solução judicial. De acordo com a professora Juliana Maria Polloni, a mediação conta com uma visão multidisciplinar abrangendo aspectos jurídicos, psicológicos e sociais.

 
Ainda segundo a professora, que atua em São Paulo, na capital paulista, o número de casos solucionados por meio da mediação chega a 90%. “Os números são muito satisfatórios e além de evitar que uma causa chegue até a justiça, contribuímos para uma melhor relação entre as pessoas envolvidas”, afirmou.

 
A Chefe de Seção Judiciária do Centro de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC) em Barretos, Edna Aparecida da Silva Andruccioli, afirma que, no município, a resolução de conflitos por meio da mediação é de cerca de 70%. Para Edna, uma das maiores contribuições do curso é o aprendizado de novas formas de se lidar com processos. “O curso mostra um lado que não vemos quando trabalhamos com processo, o trabalho de mediação estabelece um diálogo diferenciado entre as partes”, disse.

 


Fotos Crédito para Nivaldo Júnior.

 

 
  


 
Fonte: Cia. da Mensagem
Última atualização ( Sex, 26 de Julho de 2013 19:16 )